O conhecimento só se revela real quando há conformidade entre as nossas ideias e a realidade das coisas. Sínteses, constatações, indagações, reflexões acerca do entendimento humano da vida.
Quem sou eu
- Mylena Moura
- Soñadora, guerrera y extranjera de corazón. Busco sempre além da minha realidade, voo nas asas da imaginação. Há tanto o que descobrir, viver, sentir. O mundo é tão grande, maior ainda é o poder da mente. Tenho uma alma de lembrança, do querer, das possibilidades, do inimaginável da ânsia por um futuro melhor. Uma angústia constante que busca no improvável a compreensão do ser.
segunda-feira, 28 de julho de 2014
Teoria “Ética x Moral”
A dialéctica da razão pura de kant
A dúvida de Descartes
"A dúvida metódica
Regressemos à tarefa principal. Descartes pretende refundar a filosofia a partir de um princípio absolutamente certo. À primeira vista, parece difícil encontrar um ponto de partida. Uma maneira pode ser o exame das condições que o princípio deve satisfazer.
Um princípio absoluto é, por definição , aquele do qual não é possível duvidar. Aquele que se apresenta ao espírito com um evidência irresistível. Mas, para comprova que existe um princípio assim, é preciso criar um tipo de prova. A prova tem de ser radical e impor exigências extremas. Exigências tais que deixem fora de qualquer consideração todas as coisas que contenham a mínima sombra de dúvida.
Uma dúvida total.
Uma vez impostas estas condições, se nof im do processo alguma coisa se mantiver válida - o que não está de modo algum garantido - , neste caso o filósofo terá encontrado o que procurava: um fundamento metafísico absolutamente certo e indubitável. Mas como pode Descartes descobrir se existe algo que se respeite semelhantes requisitos? Existe um modo: levando a dúvida ao extremo. Isto é, duvidando sistematicamente de tudo. Por outras palavras, levantando uma dúvida geral e hiperbólica que abranja, sem exceção, todos os âmbitos da realidade. Trata-se de uma prova, por assim dizer, invertida.
Descartes não postulará à partida um certo candidato à certeza absoluta para depois o submeter à prova para ver se á o que procura. Isto implicaria pressupor, sem outros motivos para além da tradição ou do preconceito, que certos conceitos são mais adequados que os outros para desempenharem o papel de princípio fundamental. Em vez disso, Descartes segue o caminho contrário: guia-se pelas condições que o conceito deve cumprir e desenha a sua prova a partir dessas condições. Para descobrir o fundamento, terá de chegar a ele através da rejeição metódica de tudo o que for duvidoso. Suspenderá a crença na realidade de tudo o que existe e observará se, apesar disso, algo permanece válido.
Dimensão paradoxal da dúvida cartesiana.
Como veremos, a dúvida cartesiana não está isenta de uma dimensão paradoxal, já que Descartes pretende obter um conhecimento positivo mediante a aplicação extrema da negação à totalidade dos conteúdos pensáveis. E, precisamente, a busca da verdade absoluta suscita nele a idéia de que 'devia fazer sempre o contrário e rejeitar como absolutamente falso tudo aquilo que pudesse imaginar a menor dúvida, para ver se , depois de feito isto, não me restava nas minhas crenças algo que fosse inteiramente indubitável' .
Antes de escrever as etapas da dúvida cartesiana, é necessário fazer algumas observções para evitar possíveis mal entendidos. Antes de mais, a dúvida é, como já adiantamos, uma operação consciente e metódica. Note-se que Descartes não sofreu uma inesperada perda do sentido da realidade nem necessita de nenhum subterfúgio para se apoiar. Descartes toma, de maneira deliberada, a decisão de duvidar e planifica em pormenor as etapas do processo.
A Revolução Kantiana na Teoria do Conhecimento
Não há dúvida de que todo o nosso conhecimento começa com a experiência; do contrário, por meio do que a faculdade de conhecimento deveria ser despertada para o exercício senão através de objetos que toquem nossos sentidos e em parte produzem por si próprios representações, em parte põem em movimento a atividade do nosso entendimento para compará-las, conectá-las ou separá-las e, desse modo, assimilar a matéria bruta das impressões sensíveis a um conhecimento dos objetos que se chama experiência? [...] (KANT, 1983, p. 23).
O movimento argumentativo kantiano tem por objetivo demonstrar a imperiosidade dos juízos sintéticos a priori, posto que os mesmos são os únicos a possuírem o caráter de universalidade e necessidade que evitam a forçosa assunção de uma atitude falibilista e relativista com relação ao conhecimento. Ademais, graças ao seu caráter sintético, eles garantem o progresso do conhecimento e afastam a possibilidade do dogmatismo baseado em verdades absolutas e conhecimentos imutáveis (HANSEN, 1999, p. 35).
[...] David Hume, que dentre todos os filósofos mais se aproximou desse problema [responder à questão dos juízos sintéticos a priori] sem contudo sequer de longe pensá-lo determinado o suficiente e em sua universalidade, mas se detendo apenas na proposição sintética da conexão do efeito com suas causas (principium causalitatis), creu estabelecer que tal proposição a priori fosse inteiramente impossível; segundo suas conclusões, tudo o que denominamos Metafísica desembocaria em mera ilusão de uma pretensa compreensão racional daquilo que de fato foi simplesmente tomado emprestado da experiência e que pelo hábito se revestiu da aparência de necessidade (KANT, 1983, p. 31).
Em todos os seu empreendimentos a razão tem que se submeter à crítica, e não pode limitar a liberdade da mesma por uma proibição sem que isto a prejudique e lhe acarrete uma suspeita desvantajosa. No que tange à sua utilidade, nada é tão importante nem tão sagrado que lhe seja permitido esquivar-se a esta inspeção atenta e examinadora que desconhece qualquer respeito pela pessoa. Sobre esta liberdade repousa até a existência da razão; o veredito desta última, longe de possuir uma autoridade ditatorial, consiste sempre em nada mais do que no consenso de cidadãos livres dos quais cada um tem que poder externar, sem constrangimento algum, as suas objeções e até o seu veto (KANT, 1983, p. 363).
Para Habermas, Kant teve o grande mérito de romper com o objetivismo reinante [...] Em lugar de aceitar o primado do objeto sobre o conhecimento, instaura a investigação das condições do conhecimento dos objetos como constituidoras dos objetos (DURÃO, 1996, p. 13).
O eu penso tem que poder acompanhar todas as minhas representações; pois do contrário, seria representado em mim algo que não poderia de modo algum ser pensado, o que equivale a dizer que a representação seria impossível ou, pelo menos para mim, não seria nada (KANT, 1983, p. 85).
[...] que acompanha todas as representações como condição para que possam ser representações de uma única consciência. Sem esta condição as representações não poderiam ser sintetizadas de modo a formar objetos, pois nem sequer se poderia pensá-las como ligadas à mesma consciência (DURÃO, 1996, P. 17).
[...] Kant se dedica a duas tarefas: por um lado, procura fazer uma descrição da estrutura da consciência quando do momento em que esta se lança na aventura de conhecer; por outro lado, tenta precisar os elementos que se colocam como condição de possibilidade ao próprio ato de conhecer. [...] o próprio Kant vai deixar claro que a tarefa mais importante é a segunda. [...] A contribuição mais relevante do filósofo de Könningsberg reside no estabelecimento das condições de possibilidade do conhecimento, pois é isso que vai garantir a objetividade do mesmo e permitir até mesmo a consecução de ações racionais e a vivência em sociedade (HANSEN, 1999, p. 68).
O espaço não é um conceito empírico abstraído de experiências externas. Pois a representação de espaço já tem que estar subjacente para certas sensações se referirem a algo fora de mim [...] O espaço é uma representação a priori necessária que subjaz a todas as intuições externas. [...] O espaço não é um conceito discursivo ou, como se diz, um conceito universal de relações das coisas em geral, mas sim uma intuição pura. [...] O espaço é representado como uma magnitude infinita dada. [...] A representação originária do espaço é, portanto, intuição a priori e não conceito (KANT, 1983, p. 41).
O tempo não é um conceito empírico abstraído de qualquer experiência. [...] O tempo é uma representação necessária subjacente a todas intuições. [...] Sobre essa necessidade a priori também se funda a possibilidade de princípios apodíticos das relações do tempo, ou de axiomas do tempo em geral. [...] O tempo não é um conceito discursivo ou, como se diz, um conceito universal, mas uma forma pura da intuição sensível. [...] A infinitude do tempo nada mais significa que toda magnitude determinada do tempo só é possível mediante limitações de um tempo uno subjacente (KANT, 1983, p. 44-45).
[...] O primeiro argumento de Kant em favor da legitimidade das categorias é o de que as diversas representações formadoras do conhecimento necessitem ser sintetizadas, pois de outra forma não se poderia falar de propriamente conhecimento (CHAUÍ, 1983, p. XI).
Referências
Dulce María (Minha maior Inspiração)
No pares
Nadie puede pisotear tu libertad
Grita fuerte por si te quieren callar
Nada puede deternerte si tu tienes fe
No te quedes con tu nombre escrito en la pared
En la pared...Si censuran tus ideas, ten valor
No te rindas nunca, siempre alza la voz
Lucha fuerte, sin medida, no dejes de creer
No te quedes con tu nombre escrito en la pared
En la pared...No pares, no pares no
No pares nunca de soñar
No pares, no pares no
No pares nunca de soñar
No tengas miedo a volar
Vive tu vidaNo construyas muros en tu corazon
Lo que hagas, siempre hazlo por amor
Pon las alas contra el viento
No hay nada que perder
No te quedes con tu nombre escrito en la pared...No pares nunca de soñar
No pares, no pares no
No pares nunca de soñar
No tengas miedo a volar
Viver tu vidaMi Guerra Y Mi Paz
Es como un juego sin controlEn donde nadie pierde y ganaEs ley de acción y reacciónEs la ley de tu amor y mi amor
No puedo estar lejos de tiPero a tu lado no quiero estarEstoy atada a esta relaciónQue me hace volver escapar
Contigo y sin ti es mi obsesiónEn un cruel laberinto perdida estoyNo debo permitirme ni prohibirmeEs un caos mi corazón!
Mi vida junto a ti es imposible, incompatibleY no te puedo dejarEstamos condenados a vernos y a desearnosAunque rompamos da igual.Mi vida junto a ti es combustible, indiscutibleEs como un dulce letalUn día nos odiamos y otro nos amamosEres mi guerra y mi paz
Yo no quisiera desconfiarY ser por siempre tu mitadPero más fue de mi instinto deConservar a mi fiel libertad
Aunque me digas la verdadYo encuentro siempre la falsedadTú me desarmas mirándomeTú mi fuerza y mi debilidad
Contigo y sin ti es mi obsesiónEn un cruel laberinto perdida estoyNo debo permitirme ni prohibirmeEs un caos mi corazón!
Mi vida junto a ti es imposible, incompatibleY no te puedo dejarEstamos condenados a vernos y a desearnosAunque rompamos da igualMi vida junto a ti es combustible, indiscutibleEs como un dulce letalUn día nos odiamos y otro nos amamosEres mi guerra y mi paz
Tú, mi calma y mi condenaAl filo del delirio que siempre me desvelaEres lava en mi interiorUn violento frío que congela
Mi vida junto a ti es imposible, incompatibleY no te puedo dejarEstamos condenados a vernos y a desearnosAunque rompamos da igualMi vida junto a ti es combustible, indiscutibleEs como un dulce letalUn día nos odiamos y otro nos amamosEres mi amarga mitadEres mi azúcar y salEres mi guerra y mi paz?
Para tornar-se o que se é
"Ninguém pode construir em teu lugar as pontes que precisarás passar, para atravessar o rio da vida - ninguém, exceto tu, só tu. Existem, por certo, atalhos sem números, e pontes, e semideuses que se oferecerão para levar-te além do rio; mas isso te custaria a tua própria pessoa; tu te hipotecarias e te perderias. Existe no mundo um único caminho por onde só tu podes passar. Onde leva? Não perguntes, segue-o".





















